A União do Desporto

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O Desporto é uma das áreas que tem mostrado mais avanços na promoção de uma sociedade mais tolerante e diversa. Analisemos alguns dos exemplos de tolerância cultural no desporto mais emblemáticos e outros mais recentes.

A revista online Periferia abre as suas páginas aos leitores interessados sobre a àrea da Cultura. Iremos recolher um conjunto de peças sobre a tolerância cultural a divulgar entre o 14 e o 21 de Novembro. Hoje, o destaque vai para os exemplos positivos que vêm do desporto.

Agosto de 2011

O Benfica apresenta-se nas competições europeias sem um único jogador português em campo. Segundo Jorge Jesus, o treinador do Benfica na altura, “não há estrangeiros nem portugueses, há jogadores do Benfica”. Os encarnados tinham, no entanto, uma história bem diferente. Até 1971, o clube alinhava apenas com jogadores portugueses.

O caso do Benfica demonstra o quanto o futebol tem sido um dos grandes impulsionadores da diversidade cultural na sociedade portuguesa. Outro exemplo foi dado pela própria Selecção Nacional que até hoje teve seis naturalizados, incluindo os mais recentes casos como Pepe, Deco e Liedson.

Os Estados Unidos sempre a liderar

Um dos episódios mais marcantes da afirmação da diversidade no desporto é o caso de Jesse Owens. O atleta norte-americano participou aos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936 onde conquistou quatro medalhas de ouro. Mas o seu nome ficaria na história por outros motivos:

Mais recentemente, Barack Obama defendeu a diversidade dos Estados Unidos como o factor chave da vitória norte-americana no medalheiro do Rio 2016: “Temos gente que veio de todo o lado, pelo que temos atletas para todo o tipo de desporto. Temos muito altos para o basquetebol ou para a natação, mas também pequenos para a ginástica” (Fonte: Sapo.pt).

Jogos Olímpicos como referência

Já tínhamos feito uma referência ao Rio 2016 no artigo ‘O belo do desporto’. O exemplo destas atletas egípcias percorreu o mundo:

No entanto, as histórias não são todas positivas. Além do acesso ao desporto ser ainda maioritariamente uma opção masculina, a representação das mulheres continua a ser estereotipada. Segundo o Comité Olímpico Português,

“os meios de comunicação social desempenham igualmente um papel fundamental na divulgação e consolidação do desporto praticado pelas mulheres. Em conjunto têm contribuído para desmistificar muitos mitos criados em torno das mulheres e têm ajudado a transformar, ainda que lentamente, as relações entre os sexos e a modificar o desequilíbrio de poder subjacente. Apesar de tudo, as atletas continuam a ser, ainda hoje, tratadas de uma forma estereotipada”.

Os Jogos brasileiros deram-nos contudo uma das mais belas histórias de 2016. A presença de uma comitiva de refugiados na prova olímpica foi divulgada em todas as coberturas mediáticas do evento.

Popole Misenga, um dos atletas que desfilou debaixo da bandeira olímpica, contou a sua história à Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR):

A semana para a “Tolerância Cultural” conclui-se amanhã na Periferia.

Sobre o autor

Damus Vocem

A Damus Vocem foi uma publicação online generalista "sobre temas que promovem a democracia e o respeito dos direitos humanos na sociedade portuguesa". A sua edição teve lugar entre Setembro de 2016 e finais de 2017. Esse projecto editorial serviu de protótipo à revista Periferia. Decidimos, por esse motivo, publicar alguns dos artigos da Damus Vocem no novo site. Todos os artigos assinados por Damus Vocem dizem portanto respeito à antiga publicação.

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