Clima em perigo

16 visualizações

Hoje em dia, a importância do aquecimento global é uma matéria bastante consensual. Mas se Donald Trump corre contra a mudança, quais podem ser as consequências? Falaremos de política, de sociedade mas sobretudo de dados empíricos.

Dados empíricos

Os Estados Unidos viram a totalidade do seu território, durante o ano de 2016, ultrapassar as temperaturadas máximas esperadas para o verão. Se a situação não fosse de si preocupante, oito fenómenos que têm uma frequência esperada de 500 anos aconteceram também em 2016, nos Estados Unidos. Estes episódios comprovam, à escala norte-americana, o acentuar do aquecimento global.

Política

Porém, nem todos os intervenientes no espaço público concordam com esta ideia. Marco Rubio, candidato nas primárias republicanas, realçava a impotência dos políticos sobre a questão:

“se pudêssemos passar uma lei para controlar o clima em Washington, mas uma coisa do género não existe”.

Sean Hannity, um dos comentadores conservadores mais mediáticos, afirmava na sua cadeia, a Fox News, que

“para o resto de nós, isto é chamada tempo e padrões do tempo, mas para estes idiotas chama-se aquecimento global”.

Donald Trump teve uma resposta bastante pouco científica sobre a possibilidade de existir o aquecimento global:

“não, eu diria que sobe, que desce, vai sobretudo assim (gesto de uma onda com a mão) ao longo dos anos”.

Lobbies

É necessário relembrar que a política norte-americana é financiada por iniciativas privadas. Para o Partido Republicano, a ligação com as empresas de petróleo norte-americanas é bem conhecida. No último biénio, a indústria do gás e do petróleo liderou a lista das contribuições ao Comité Nacional Republicano (GOP).

Donald Trump lançava a seguinte mensagem na apresentação da sua candidatura:

“Olhem, eu tenho lóbistas. Tenho de dizer-vos. Tenho lóbistas que podem fazer tudo por mim. São fantásticos”.

Primeiras respostas

Mas assegurava que estes não controlariam a sua candidatura. Aliás, prometera “drenar o pântano” (“drain the swamp”). Menos de dois meses após a eleição, o presidente-eleito nomeava para o lugar mais importante da sua Admnistração, o secretário de Estado, Rex Tillerson. Rex Tillerson era, antes da vitória de Trump, o director executivo da Exxon Mobil, a maior companhia de petróleo do mundo.

Sobre o autor

Damus Vocem

A Damus Vocem foi uma publicação online generalista "sobre temas que promovem a democracia e o respeito dos direitos humanos na sociedade portuguesa". A sua edição teve lugar entre Setembro de 2016 e finais de 2017. Esse projecto editorial serviu de protótipo à revista Periferia. Decidimos, por esse motivo, publicar alguns dos artigos da Damus Vocem no novo site. Todos os artigos assinados por Damus Vocem dizem portanto respeito à antiga publicação.

Your email address will not be published. Required fields are marked *