Não existe

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O aquecimento global não existe. Os conservadores norte-americanos têm defendido que os problemas climáticos não passam de conspirações e entraves à liberdade empresarial. Dos grupos de pressão às convicções neoliberais, por que motivos esta área política nega as evidências científicas? E de que modo argumenta?

O aquecimento global não existe

Rick Perry, o Governador do Texas, afirmava em 2011 que “não me acredito que o aquecimento global provocado pelo homem tenha suficiente justicação científica”. Perry foi candidato às primárias do Partido Republicano em 2012 e esta afirmação reflectia a visão do seu partido.

O Senador Mitch Mc Connell é o líder da maioria republicana no Senado e mostrava-se scéptico face ao tema. “Para cada pessoa que diz que está a aquecer, encontro outra que pensa que não”.

Para Trump, é normal como a mudança de tempo. “Não mudará aqui. Vai estar um bocado mais frio, um bocado mais calor”.

A conspiração

Segundo Donald Trump, “o conceito de aquecimento global foi criado por e para os chineses de modo a tornar as empresas norte-americanas não competitivas”.

Na campanha eleitoral, o candidato republicabo criticava Obama por estar na Cimeira de Paris: “é ridiculo, temos outros problemas para resolver neste momento. É de loucos. Tem de voltar para casa e resolver os problemas que temos com ISIS, a Rússia e o Irão”. Estas declarações foram proferidas na entrevista concedida por Trump a Bill O’Reilly, um dos maiores comentadores da televisão americana (em inglês):

Porquê?

Esta argumentação tem-se tornado cada vez mais difícil de defender. Nesse sentido, os republicanos realçam os impactos económicos. Segundo Marco Rubio, um dos candidatos às primárias republicanas, “não vamos destruir a nossa economia, tornar a América um lugar mais difícil para criar emprego, de modo a seguir uma política que não adiantará nada, nada para mudar o clima, para mudar o tempo”. Esta declaração resume a política do GOP relativamente à indústria energética.

Se olharmos para os programas de Donald Trump e do GOP (Partido Republicano), ambos definem uma prioridade na questão energética. Trump quer eliminar as acções executivas de Obama e “liberar 50 triliões de dólares de xisto, petróleo e gás natural”. Além da independência energética dos EUA, o GOP defende que “a nossa política energética deve encorajar o investimento, preços baixos e criar emprego aqui em casa”.

A longa luta pela construção da “Keystone Pipeline” que tinha sido travada por Barack Obama é uma das medidas que deverão mesmo avançar. Veja como foi em 2015 através desta reportagem da Euronews:

Não perca, a 9 de Dezembro, “O Acordo de Paris”, outra medida de Barack Obama que pode cair com Donald Trump.

Referências externas em inglês:

A Time explica qual é o estado do debate norte-americano sobre o aquecimento global.
O Huffington Post elenca as principais opiniões sobre o aquecimento global no seio do Partido Republicano.

Referências externas em português:

Dois jornais abordam o tema que desenvolvemos neste artigo:
– o Jornal de Negócios e
– o Terra.com.br.

Nota: A fotografia do artigo foi publicada por Gage Skidmore em Flickr.com.

Sobre o autor

Damus Vocem

A Damus Vocem foi uma publicação online generalista "sobre temas que promovem a democracia e o respeito dos direitos humanos na sociedade portuguesa". A sua edição teve lugar entre Setembro de 2016 e finais de 2017. Esse projecto editorial serviu de protótipo à revista Periferia. Decidimos, por esse motivo, publicar alguns dos artigos da Damus Vocem no novo site. Todos os artigos assinados por Damus Vocem dizem portanto respeito à antiga publicação.

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