Poluição naval

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As 20 maiores naves do mundo produzem tanto enxofre como todos os automóveis do planeta. Este é apenas um dos vários modos em que as grandes naves poluem o planeta. Análise dos principais dados sobre a poluição naval.

Diversos artigos que surgiram nos últimos anos defendem que as 15 maiores naves do mundo poluem mais do que todos os carros no planeta, tal como referem o Daily Mail e o Industry Tap.

Segundo Fred Pearce, um consultor ambiental do New Scientist,

“por causa dos seus enormes motores, cada um tão pesado como uma pequena nave, estas super-embarcações utilizam tanto combustível como as das pequenas estações energéticas. Porém, ao contrário das estações e dos carros, podem queimar o combustível mais barato, mais sujo e com mais enxofre: os pequenos resíduos deixados na refinaria (…) a parte que ninguém na terra firme pode utilizar”.

Poluição petrolífera

A GreenPeace Portugal afirma que

“a forma de poluição mais visível e comum é a poluição petrolífera provocada por acidentes em navios petroleiros e pela lavagem dos depósitos no mar”.

Um dos episódios mais famosos deste género de catástrofes ocorreu com o navio Prestige nas águas galegas em 2011.

A revista Nature refere que a indústria sofreu vários revezes nos últimos anos: “os lucros esperados para as grandes naves foram prejudicados pelo excesso de capacidade, a diminuição do comércio e a descida dos preços de transporte”. Face às pressões económicas, “as companhias enfrentam um dilema. Se recuam no escalar destas tendências, correm o risco de tornarem-se menos competitivas”. Uma das maiores companhias de transporte mundiais, a MAERSK, foi acusada pela Clean Shipping de planear

“escapar às regras ambientais europeias através do registo de navios sob bandeiras não comunitárias”.

Bandeiras de conveniência

Este tipo de práticas é designado por “bandeiras de conveniência” em que o proprietário do navio regista o meio de transporte em países diferentes do da sua origem para escapar a legislações restrictivas. Segundo o The Diplomat, a Libéria, as ilhas Marshall e o Panamá contribuem para mais de 40% dos registos debaixo de bandeiras de conveniência. Para entender de forma mais concreta este conceito, deixamos o vídeo de Entender Direito. Este  explica o que são “bandeiras de conveniência” e as suas repercussões práticas.

Sobre o autor

Damus Vocem

A Damus Vocem foi uma publicação online generalista "sobre temas que promovem a democracia e o respeito dos direitos humanos na sociedade portuguesa". A sua edição teve lugar entre Setembro de 2016 e finais de 2017. Esse projecto editorial serviu de protótipo à revista Periferia. Decidimos, por esse motivo, publicar alguns dos artigos da Damus Vocem no novo site. Todos os artigos assinados por Damus Vocem dizem portanto respeito à antiga publicação.

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